quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Prefeitura de Guarabira resgata o Pavilhão Central, No ano de 2006

Resgatar o lado  tradicional do evento. Esse foi o principal objetivo que levou a prefeita do município de Guarabira, Fátima Paulino, a promover no primeiro dia da Festa da Luz desde o ano de 2006  a noite com o pavilhão central. O objetivo, conforme adiantou a prefeita Fátima Paulino é, sobretudo promover o resgate, pelo menos em um dia, da tradicionalidade do evento, considerado o maior do interior do Estado da Paraíba. No ano passado a Prefeitura de Guarabira realizou uma das maiores festas da luz de todos os tempos.

        O pavilhão central terá mesas vendidas, garçonetes, leilões, shows com atrações musicais, sendo que a renda por determinação da Prefeita Fátima Paulino sempre será revertida para a Paróquia de Nossa Senhora da Luz. “Se a festa e de Nossa Senhora da Luz, os louros também serão para ela”, disse Fátima Paulino.
     Com a determinação de retornar com uma noite de pavilhão, a prefeita Fátima Paulino visa mostrar a juventude guarabirense, do brejo, da Paraíba e os turistas, como foram os tempos áureos dos anos 80 em termos da festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz.



Prefeitura de Guarabira realizou iluminação do Cruzeiro em Agosto de 2005

  A Secretaria de Infra-Estrutura por determinações da prefeita Fátima Paulino, realizou a iluminação do Cruzeiro edificado em 1966 pelos esforços do então pároco Pedro Micálefi, atualmente residindo em Nova Iorque na cidade de Malta, com a esposa e dois  filhos. 

      Girleny Fernandes que os acompanhavam no momento revelou que o Padre chegou a se emocionar e de imediato quiz ver a iluminação de perto, e assim aconteceu justamente as 19:00 hrs. estávamos no Cruzeiro apreciando a obra de 1966  e agora iluminada.

       O ex-pároco, mostrou-se profundamente sensibilizado ao tomar conhecimento do interesse de Fátima em cuidar do patrimônio religioso guarabirense, preservando-o para a posteridade.

Em Janeiro de 2005 - A Diocese devolve carro da Prefeitura de Guarabira







Dom Antônio Muniz
O Bispo Dom Antônio Muniz devolveu ao gabinete oficial da Prefeitura de Guarabira, o carro doado em comodato pela ex-prefeita Léa Toscano a Diocese. No ofício 
enviado pelo Bispo a Prefeitura, foi declarado que a Diocese teria aceitado o carro em condições de doação, como uma ação  de boa fé em nome da Igreja Católica, e não tinha consciência dos reais motivos de revanchismo político de Léa Toscano contra a prefeita Fátima Paulino.
O veículo é o único que a Prefeitura possui a serviço dos trabalhos da Prefeita.
Fátima Paulino taxou o ato de falta de ética profissional e irresponsabilidade com o único objetivo de afrontar sua imagem.
A situação de caos em que foi deixada a Prefeitura de Guarabira, se alastra com a revelação de novas doações e concessão de outros comodatos de vários bens públicos à disposição da Prefeitura. 


                                                             Matéria do Brejo.com

Herança que a Prefeita Fátima Paulino recebeu em apenas cinco meses de mandato. EM .05. 2005 - A Prefeitura de Guarabira teve que fazer acordo com o TRT para saldar precatórios nunca pagas por gestores anteriores



  / Manchete

Prefeitura de Guarabira fez acordo com o TRT para saldar precatórios no ano de 2005
 
Acordo realizado no TRT inicia com valores de 80 mil
A Prefeitura Municipal de Guarabira, representada pelo vice-prefeito Josa da Padaria, esteve  no TRT de Guarabira, para assinar o acordo feito entre as partes interessadas na dívida de quase R$ 7.000.000 de precatórios atrasados. Segundo Josa, esse assunto é página virada na história do município. Conforme o acordo firmado, os pagamentos dos precatórios iniciarão com valores de R$ 80.000 para os próximos 12 meses, sendo que no mês de junho e dezembro, será efetuado apenas 50% deste valor, devido aos valores repassados aos funcionários com décimos terceiros, nestes períodos. A partir de julho de 2006, a Prefeitura passará a pagar R$ 90.000, aumentando R$ 10.000 a cada ano transcorrido do acordo.






FEIRA DO PRODUTOR RURAL

Feira do Produtor Rural, conhecida também por feira do Agricultor, teve seu início em Outubro de 2004 na cidade de Guarabira.
A proposta da Emater, Governo do Estado, Governo Municipal, Cinep e da Associação Agrobira - Associação formada pelos próprios agricultores - é levar o próprio homem do campo da região, que produz diversos tipos de alimentos, a negociarem seus produtos na feira, sem contar com a presença do atravessador.
A feira em Guarabira,  anima tanto os produtores, que muitos  ampliam suas terras para produzirem mais, se preocupando também com a qualidade dos produtos.

Na feira, são apresentados produtos, em sua maioria, sem agrotóxicos, com preços realmente mais baixos que na feira tradicional, deixando ainda ao produtor que comercializa um maior percentual de lucro nos seus produtos.
A feira sempre é realizada todas às sextas-feiras na Praça da Juventude, com o apoio da Prefeitura de Guarabira, que disponibilizou também a guarda dos bancos padronizados e hoje contam também com transportes dazona rural paracidade através  da Secretaria de Agricultura afirma Secretário João Pontes.

CAMPANHA DE 2004 EM GUARABIRA - VENCE FÁTIMA PAULINO COM 15.341 VOTOS - PMDB

Fátima Paulino
 
Quero que o meu povo volte a sorrir e viva sem qualquer tipo de opressão”. É esta a mensagem que Fátima Paulino, candidata à prefeitura de Guarabira pela coligação “Guarabira é fiel” (PMDB, PT, PP, PHS, PPB, PC do B, PDT e PSB), quer passar para os eleitores da cidade. Para quem aprendeu a gostar de política acompanhando o marido, o ex-governador Roberto Paulino, Fátima se mostra bastante determinada e diz que sabe da responsabilidade que é disputar uma administração municipal logo na primeira eleição.
Com mais de 30 anos de vida pública, Fátima conta que sua profissão é “ajudante de político”. A candidata está disputando um pleito pela primeira vez e explicou que nunca sentiu falta de mandato, porque nas eleições que Roberto Paulino disputou e ganhou sempre trabalhou muito pela comunidade. “Parecia que eu estava administrando como ele”, lembra. Ela falou que quer fazer um plano de governo viável, sem projetos mirabolantes, mas que possam trazer nova perspectiva para o povo de Guarabira.
“O que me fez encarar esta disputa é a possibilidade de poder melhorar um pouco a vida das pessoas”, destaca. Ela revelou que relutou, em um certo momento, em ser candidata, mas a boa recuperação do acidente automobilístico que sofreu há quase dois anos e a aceitação do seu nome entre os eleitores lhe fizeram mudar de idéia. “A consideração e o carinho que estou tendo do povo de Guarabira estão me ajudando muito. Recebo energia positiva constantemente”, relata.
Ela declarou que tem consciência de que é uma responsabilidade grande enfrentar a eleição, mas que pretende devolver a auto-estima da população. Fátima enfatizou que as pessoas estão depositando muita confiança nela, fruto do trabalho que realizou enquanto esteve ao lado de Roberto Paulino nas administrações do marido. Segundo Fátima, quem quer fazer algo pela cidade precisa atuar continuamente e não apenas na época das eleições.
Uma das características dela é gostar de trabalhar nas ruas. “Adoro sentir o calor humano”, disse. Entre seus projetos para a cidade, estão a reestruturação do programa do leite, do programa de saúde da gestante e da implantação de um centro de recuperação motora. “Guarabira não tem um dono. A cidade precisa de mudança e crescimento. Com medidas simples se consegue”, atesta.
CAMPANHA
No que depender da candidata do PMDB, a campanha para prefeito em Guarabira será feita com muito respeito pelo adversário. Ela pretende deixar o tratamento hostil e qualquer recurso de baixo nível de lado e partir para a conquista do votos até o dia da votação. “Quem vencer as eleições será prefeito da cidade e não de uma facção”, comenta.
INTIMIDADE
Fátima Paulino ainda se recuperava das seqüelas de um acidente automobilístico que sofreu em outubro de 2002. Mesmo assim, estava preparada para a disputa. Ela contou que o atendimento recebido no Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, logo após o incidente, foi essencial para que pudesse viver. “Naquele época, o Hospital oferecia um tratamento de primeiro mundo”, disse. Nos momentos de lazer, ela gosta de ficar com os filhos e os dois netos. Para ela, a família significa tudo. “Tenho uma ligação muito forte com meus irmãos e a amizade que tive com minha mãe foi um elemento muito importante para a minha formação como pessoa”, enfatiza.
Fonte: Jornal da Paraíba  

Beto Meireles 
 
Ele se define como um político que aprendeu tudo o que sabe na militância. Seu interesse pelo área começou ainda quando trabalhava como voluntário nos movimentos da pastoral da cidade. O ingresso na vida partidária foi no Partido dos Trabalhadores que, para Beto Meireles, candidato pela coligação "Frente Popular Unidos por Guarabira", é uma legenda que tem uma proposta muito interessante para a população. Beto concorreu às eleições para vereador enquanto esteve no partido e não conseguiu se eleger, apesar de ter sido o sétimo mais votado. "Tenho boas lembranças dessa época e a minha avaliação é muito positiva, mas os conflitos internos do PT me levaram a deixar o partido", destacou. Para ele, este é um fator que impede o crescimento da legenda em Guarabira.
Quando deixou o PT, Beto Meireles se filiou ao PSB, partido pelo qual disputou e venceu as eleições para vereador me 1997. Ele conta que o trabalho como oposição ajudou a construir os ideais do PSB na cidade e que a satisfatória votação que obteve quando foi candidato a deputado estadual ajudou a consolidar a legenda.
Em 2004 ele concorreu à prefeitura de Guarabira pelo Partido Liberal, com o nome apoiado pela atual prefeita, Léa Toscano (PSDB). Para Beto Meirelles, foi de uma responsabilidade muito grande ser o candidato da administração que tem 80% de aprovação pela população. "Como político sem recursos, mas com muita determinação, a aliança como Léa era praticamente irrecusável", declara. "Sei que nasci para contribuir de alguma forma para melhorar a vida do povo de Guarabira", atesta.


DISPUTA
A coligação que lançou o nome de Beto Meireles é formada pelo PL, PSDB, PPS, PV, PSL e PTB. Ele enfatizou que está muito preocupado com a disputa eleitoral, pois teme que os adversários não consigam manter o respeito e centralizem a campanha na base das "provocações". "Nós queremos fazer uma campanha de alto nível, onde o debate democrático e a divulgação das propostas prevaleçam", esclarece.
O candidato que prega "uma Guarabira unida" diz que vai buscar sempre o respeito pelo adversário, apesar das divergências comuns de uma campanha eleitoral. "Não pretendo trocar acusações, mas sim discutir melhorias para a cidade", arremata. Ele acredita que o trabalho de corpo a corpo com o eleitorado vai ajudá-lo na conquista de votos. "Acho muito interessante essa relação entre o candidato e a população. Isso ajuda a deixar o político mais valorizado", resume. Sobre Guarabira, Beto Meireles declarou que espera ajudar a cidade a continuar no caminho do progresso e do desenvolvimento para que ela ganhe destaque no cenário político e administrativo da Paraíba.

Prefeitura de Guarabira e Juizado das Execuções Penais tem programa para presos albergados

A prefeita do município de Guarabira, Fátima Paulino e o Juiz responsável pelas execuções penais, Bruno Isidro, lançaram  um programa que está permitindo a Prefeitura de Guarabira, contrair a mão de obra de doze albergados os quais cumprem prisão semi-aberta no Presídio Regional “João Bosco Carneiro” em Guarara.
O convênio entre a Prefeitura e o Juizado das Execuções Penais da Comarca de Guarabira, foi assinadom em novembro de 2005 com o intuito também de diminuir as penas de encarcerados, os quais durante o dia tenham a oportunidade de prestar serviço público ao município e no período noturno, voltarem a pagar por suas infrações.
Conforme o convênio, de cada dia trabalhado pelo albergado eles diminuem três da parte da pena que lhe foi atribuída pela justiça. Desta forma, há um real interesse por parte do apenado em trabalhar de maneira integral e sem a perspectiva de fugir.
Pelo menos por enquanto são apenas 12 albergados incluídos neste programa. Tanto a prefeita Fátima Paulino quanto o juiz Bruno Isidro, acreditam que mais detentos serão beneficiados com o acordo, pois o município e o juizado possuem interesses mútuos, ou seja, ajudar na ressocialização de presos que têm bons comportamentos.
Na opinião da prefeita Fátima Paulino, o valor deste convênio com a justiça é muito maior do que se pensa. Ela destaca que neste caso existe a confiabilidade entre os dois órgãos no sentido de recuperar o homem que, por exemplo, cometeu um erro no passado, porém agora necessita da mão de alguém para retornar ao seio social.
“Eu prefiro promover a educação e o amparo a criança carente, para que o mesmo quando adulto não possa ser punido pela própria sociedade que lhe viu crescer”, disse a chefe do executivo guarabirense, explicando também quando isso não é possível, a alternativa mais viável é a ressocialização com o apoio dos poderes públicos.

VOCÊ CONFERE ESTAS FOTOS NO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO

 

Aniversário na residência do Sr. Côrdula, vendo-se pessoas da sociedade Guarabirense













Neste quartêto, podemos ver
Professor Zezinho no maracá, Guilherme da Musical no violão e mais dois amigos...










Conjunto de Música dos anos 40.
O cidadão de terno escuro,  na segunda fila é o Historiador Guarabirense  Cleodon Coelho


 





Até a metade dos anos 30, o futebol Guarabirense, considerado mais um acontecimento social que uma competição esportiva, acontecia no Centro da Cidade







 Roberto Paulino, apresenta Zenóbio Toscano
como Cadidato a Prefeito de Guarabira, também estavam presente Dr. Antonio Amara, Dr. Osman e outros.







Dr. Augusto de Almeida com sua espôsa Sra. Eulina Toscano, familiares e amigos


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A SECRETARIA DE CULTURA E TURISMO DE GUARABIRA, NO PRÓXIMO ANO IRÁ REALIZA UMA EXPOSIÇÃO EM HOMENAGEM A EX-PROFESSORA E DIRETORA MARIA DA PIEDADE

Depoimento do Sr. Bastos espôso da professora Maria da Piedade:

Girleny, estou muito emocionado e não posso conter as lágrimas vendo o seu trabalho com os ex-alunos do Extenato João XXIII. 
Agradeço primeiro a Deus e depois a você que teve a idéia de fazer essa homenagem e a todas as pessoas que deram seus dpoimentos reconhecendo os valores da professora que ensinou a elas o caminho para a realização e a felicidade. Bastos paiva - esposo

Prefeito Gustavo Amorim

Em 1968, festa da vitória do Prefeito eleito Gustavo Amorim ao lado sua esposa Maria Paulino

Gestão do Prefeito Sabiniano Maia Ano 1937

Escavação na Praça Rui Barbosa, para Galerias Pluviais. Gestão do Prefeito Sabiniano Maia Ano 1937

Gestão do Prefeito Sabiniano Maia 1983

 
Construção da Galeria Pluvial da Praça Mons. Walfredo Leal
( Próximo hoje a Paraiguara)

AS PRIMEIRAS GALERIAS PLUVIAIS DE GUARABIRA

As primeiras galerias pluviais construída na cidade de Guarabira foram projetadas pelo engenheiro Alfredo Cipar no início de (1938). Ruas que foram beneficiadas: Epitácio Pessoa, Alfredo Leal, Rui Barbosa e Getulio Vargas, a nossa velha conhecida Rua da Barra. Veja detalhe: Na época os tropeiro com seus jumentos vaziam o transporte do material de construção. ( Fonte de pesquisa: Centro de Documentação Histórica de Guarabira).

Funcionários do antigo armazem Olinda de Guarabira (02-10-1964)

RUA EPITÁCIO PESSOA

Rua Epitácio Pessoa - localiza-se hoje Rádio Rural e Rádio Guarabira FM


(Fonte: Centro de Documentação Secretaria de Cultura História de Guarabira )

FESTA DE NOSSA SENHORA DA LUZ

A reforma da igreja Matriz foi feita depois da chegada do vigário Emiliano de Cristo no ano de 1933. Com auxílio do prefeito Ferreira de Melo, Dr. Sabiniano Maia e o senhor, Sebastião Duarte, contando ainda com o auxilio da população, conseguiu construir a fachada principal da igreja, a torre e a compra do relógio que foi adquirido com uma boa porcentagem em dinheiro produto de um concurso feito no jornal das moças durante a festa da padroeira. ( Fonte: Centro de Documentação Cecretaria de Cultura Histórica de Guarabira )

MIGUEL LEITE E SUAS ARTES

 Automóvel reformado e de uso pessoal de Miguel Leite (Foto 2008) Nascido de família pobre (1932), o guarabirense Miguel Leite, casou com Lene Miranda, de quem se acha viúvo desde 1999. Tinha um pequeno bar à rua Costa Beiriz, onde também vendia banhos a pessoas que se achavam longe de suas residências. Desse pequeno comércio, Miguel tirava o sustento da família, lhe ensinando os princípios religiosos e padrões de honestidade. Muito brincalhão, era querido de pessoas da nossa sociedade. Exerceu cargos públicos, graças aos vastos conhecimentos adquiridos na faculdade da vida – não foi além do curso primário – e se sobressaiu nas gestões do prefeito Pimentel Filho (1963-69 e 1973-77), como fiscal de obras. Aí sugeria obras importantes para o crescimento do município.

Reformou a atual igreja matriz de Santo Antonio e construiu a capela de Nossa Senhora Aparecida, na Vila de mesmo nome, situada no bairro do Juá. Muito inteligente, remodelou automóveis, aproveitando-lhes os motores e, assim chamava a atenção dos que os viam desfilando pelas ruas da cidade. Utilizando a mecânica de um jipe, construiu um trenzinho (máquina e vagão de passageiros) transportando as crianças do Jardim de Infância do Colégio da Luz, em passeios instrutivos. Nos últimos anos, utilizando as mecânicas de Volkswagens, reformou as suas carrocerias e criou modelos curiosos e bonitos. Um deles é utilizado por ele mesmo e familiares e o segundo, vendeu a Marinho Mendes Machado, um dos nossos promotores de justiça. Cortando aqui e ali ou aproveitando peças inteiras dos antigos automóveis, Miguel mostrou as suas habilidades como artesão guarabirense. A ele as nossas homenagens e aos mais jovens a recomendação de que nele se espelhem para desenvolvimento do seu intelecto.

GRUPO ESCOLAR ANTENOR NAVARRO

  GRUPO ANTENOR NAVARRO Para falar da fundação e evolução da Escola Estadual de Ensino Fundamental Antenor Navarro, criada a 9 de março de 1933, pelo Decreto nº 369, nos fundamentamos na brilhante pesquisa elaborada pela professora Nébia Lucena, pertencente ao quadro daquela unidade educacional. O nome dessa instituição de ensino homenageia importante figura paraibana, falecida em 26 de abril de 1932, vítima de acidente aéreo na Bahia, quando investido no governo da Paraíba viajava ao Rio de Janeiro, capital do país, com a finalidade de angariar recursos para fazer frente à seca que a tudo assolava. A escola, cujo prédio foi construído na gestão do prefeito José Tertuliano Ferreira de Melo (1932-35), teve em José Soares de Carvalho, seu primeiro diretor. Três anos depois de sua gestão, outros nomes dirigiram a escola como Mário Romero, Lourival Cavalcante, Gracina Luis de Souza (Didi), Ana Natália Ferreira de Melo (Anita Melo), Stelita Cunha, Jandira da Silva e outros.

LARGO DA MATRIZ

A IGREJA E A CIDADE A igreja matriz de Guarabira, de onde emanam as bênçãos diárias da Virgem da Luz, edificada desde 1755 por Costa Beiriz foi a grande responsável pelo surgimento das primeiras casas residenciais e comerciais da cidade. Nas suas adjacências os que se destacavam economicamente como proprietários de engenhos, fazendeiros e comerciantes bem sucedidos, construíram casarões simples e outros com sobrados e porões. Essa seria a área residencial da pequena cidade. Para melhor conforto da classe burguesa e média de então, a feira livre ali também se desenvolvia semanalmente, facilitando a todos os que dela participavam, uma mais assídua presença na casa de Deus enquanto trabalhavam.

Meu PAI, ADONIAS FERNANDES, o sustentáculo da nossa família

Meu PAI Nasceu em Picuí, Estado da Paraíba, no lugar chamado A Volta - Zona Rural, ao meio-dia de 26 de novembro de 1932. Filho de José Anulino da Costa e Adália Francelina da Costa. Aos oito anos de idade passou a residir em Gravatá, Zona Rural do mesmo município, onde morou por três anos. Quando os pais resolveram morar em Guarabira, saíram de Gravatá num domingo, às 5h da manhã, ele, os pais e os irmãos, Severina , Valdemar, Luiz e Francisco. Todo o trajeto foi feito a pé, chegando em Guarabira a 23 de abril de 1943, às 21h, indo residir à rua Prefeito Lordão, onde a Srª sua mãe (minha querida vó) morou até os seus 103 anos, quando Jesus à chamou.
         Meu PAI não chegou a concluir sequer o curso primário, estudou no Grupo Escolar "Anthenor Navarro" e teve como professoras Clotilde Xavier, Mimita Fernandes, Maria da Luz Coelho e Estelita Cunha. E dessa época lembra-se de que antes das aulas começarem todos os alunos ficavam devidamente perfilados, iam à Quadra para cantar o Hino Nacional, o que se repetia no final da aula, para entoarem o Hino da Bandeira e perfilados iam até a calçada do Grupo Escolar, quando então se dispersavam.
          Meu avô, trabalhou para João Irineu, João Monteiro de Mulungu, Dr. Vicente Rocco, Adonis Sales, entre outros. Algum tempo depois Vovô adquiriu uma doença chamada lastimunióse, vindo a falecer em 04 de agosto de 1958, quando então PAPAI enfrentou a grande Universidade da Vida.
            Um dia, um cidadão para o qual PAPAI carregava a feira disse que iria arranjar para que fosse despachar em uma Mercearia, mas PAPAI não sabia ler. Você aprende - disse o cidadão - e realmente conseguiu aprender a ler e conseguiu o emprego, mas três meses depois foi acometido de uma crise de apendicite aguda e foi às pressas para João Pessoa, tendo sido operado por Dr. Mendonça, no Pronto Socorro, às 2h de uma quarta feira de cinzas, em 1951. Ao voltar para Guarabira, foi trabalhar na Mercearia de João Batista, ex-funcionário da Prefeitura de Guarabira na época do Prefeito Augusto de Almeida e foi o próprio João Batista quem o colocou para trabalhar na Padaria de Pedro Félix ou do Sr. Janúncio, próximo onde é hoje a Rádio Rural.
               Amor incondicional - Quando pensou em casar aprendeu a costurar paletó nas Oficinas de Anísio Paixão e Rossine Lima, para completar a renda, pois passou a dar conta de duas famílias, a nossa e da minha vó, que nunca a desamparou, minha vó ( DONA ADÁLIA) faleceu com 103 anos, e no momento de sua partida, estavamos ao seu lado eu e meu PAI , lembro-me bem, ela segurava a minha mão bem apertado quando partiu.( Te Amo vovó!)
                Meu PAI nunca se envergonhou de dizer que quando a fome apertava ia para a Estação ferroviária, esperar o PN ou o Bacurau, vendendo água, carregando pacotes, dando recados, a fim de ganhar uns trocados para se alimentar. Em outros horários vendia bolo e em dias de feira, era fereiro.
                Meu PAI, Trabalhou também com o Dr. Durval Rolim, Dentista, no 1° andar da Farmácia Régis, em seguida com o Dr. Pedro Barbosa, no mesmo local. Depois, foi convidado para ser comprador de agave, algodão e cereais, pelo Sr. Miguel Campina, sendo quartas e sábados em Cachoeira dos Guedes e aos domingos em Sertãozinho. Esse cidadão mudou-se para Campina Grande e então meu PAI teve que enfrentar os motores e desfibradores de agave dos Srs. Cícero Xavier, Paulo Ataíde e Paulo Gomes. Em 1954 o Dr. Augusto de Almeida colocou-o num Posto de Puericultura, que tinha como Dentista, Dr. José Tavares, sendo demitido em 1955, mas um ano depois, em 1956, o Dr. Augusto de Almeida colocou-o no Departamento de Obras e Saneamento do Estado - DOSE -, na categoria de Serviçal, chegando a ser Chefe dos abastecimentos de Guarabira, Alagoa Grande, Mamanguape, Catolé do Rocha e Antenor Navarro, galgando o posto de Inspetor do Departamento em todo o Estado da Paraíba.
                 Meu PAI, fundou, a Gráfica Moderna, Papelaria Moderna, Personalize, Descartável e Cia e a Livraria Santa Fé. ( comécios de nossa família) Assumiu as funções de: ( Gerente da Cooperativa COAMIGA - Fundador do Rotary Club em Guarabira - Fundador da Rádio Cultura de Guarabira - Presidente por duas vezes do Clube Recreativo Guarabirense - Secretário do Guarabira Esporte Clube - Diretor do Brasil Esporte Clube - Agro-pecuarista - Por duas vezes assumiu a Presidência do Rotary em Guarabira. Na Rádio Cultura teve a felicidade de promover pessoas que hoje são destaques no Rádio e na Televisão. Como Tony Nunes, Clemilson Sousa, Clímaco Santa Cruz, para só citar alguns.
                  Quando o meu PAI, pensou em entrar para o ramo gráfico comprou uma Gráfica que estava encostada há doze anos. O Gerente do Banco do Brasil, Sr. José Elmano emprestou-lhe CR$ 23.000,00 (vinte e três mil cruzeiros), na obrigação de comprar máquinas. A primeira que adquiriu foi uma automática importada da Alemanha e custou CR$ 10.200,00 (dez mil e duzentos cruzeiros). Em 1969 adquiriu picotadora, Grampeador, Guilhotina, vindo depois as inovações da Of Set, Gravadora, Informática, entre outras.
                    Não é porque ele é meu Pai, que eu o exalto tanto assim. Mas este homem de quem falo é uma fortaleza sem fim, é aquele que nos defende, que nos salva da tempestade é o pai que pedimos a Deus, que sabe nos entender, compreende nossos sonhos e sempre nos ajudou a torná-los realidade. Papai o senhor é um raro diamante de indiscutível valor. É um homem muito direito, que de tanto aprender com a vida foi Diplomado em respeito e esta é sua maior virtude. Quero agradecer em nome de nossa família, ao Rotary Club de Guarabira pela homenagem e entrega do Título PAUL HARAS, AO MEU PAI -ADONIAS FERNANDES.
  Girleny de Oliveira Fernandes                                                               Guarabira, 20 de Outubro de 2009   

UM FEIRÃO DIFERENTE - RUA COSTA BEIRIZ


Taí uma coisa que vem surpreendendo Guarabira e que sem nenhum custo à edilidade, se implantou devagarzinho e se enraizou de tal forma que não se tem mais como acabar: a feira da Costa Beiriz, uma das mais importantes ruas comerciais da cidade. Tinha tudo para não dar certo, uma vez que os estabelecimentos comerciais existentes há anos, eram suficientes para satisfazer as exigências e gostos dos compradores da cidade ou de outro qualquer lugar da região. Faltava mais o quê, para justificar barraquinhas organizadas em plena via pública, entre as casas comerciais?

Pois é, a visão de uma mulher arguta e empresária residente na mesma artéria, Girleny Fernandes – parabéns pela idéia –, bastou para convencer a opinião pública e a edilidade, de que se podia dar um novo passo de progresso, naquele espaço que parecia ter tudo. E o que é melhor, o fez sem ocasionar transtornos aos empresários ali fixados e sem gastos à Prefeitura – que é o que a prefeita mais gosta. Abriu e realizou novas opções de compras e vendas, sem atrapalhar os estabelecimentos veteranos. Aliás, modernizou e aproximou o comércio. Essa jovem senhora deu ênfase à frase que anuncia que “o mundo é para todos”.

Sexta-feira saí de casa e fui ver essa atividade tão comentada pelos meus filhos e vizinhos, e fiquei surpreso com o volume de negócios realizados por barraqueiros, muitos dos quais vindos dos nossos bairros. Todos vendiam, uns mais e outros menos porque tinha público disposto a pechinchar e a pagar pela mercadoria do seu agrado. As casas comerciais tradicionais da rua também vendiam normalmente, como se não estivessem sendo afetadas pelos ambulantes. E não estavam.

Nesse mundo de meu Deus, “o sol nasceu para todos”. Há lugar para todo mundo sobreviver se houver compreensão e harmonia. O olho grande não leva ninguém a lugar nenhum, ao contrário só destrói o seu próprio usuário. O mundo é de quem tem visão e disposição para o trabalho, sem se envergonhar de pegar no pesado como os feirantes que do alto da sua humildade vão avançando e conquistando espaços significativos à sua evolução e crescimento. Todo cliente tem os estabelecimentos de sua preferência, sobretudo porque ali se sente bem quanto a preço, forma de pagamento e atendimento e não é por buscar novas opções de compras que vai abandonar a quem lhe tem servido há tanto tempo.

Todo mundo ganhou e a cidade também. Precisa-se sempre de atitudes inovadoras, como essas. Pessoas capazes de raciocinar como a senhora Gierleny Fernandes, a terra também tem. Mãos à obra que Guarabira agradece.( Matéria do Prof. Martinho Alves)

NADINHO TOSCANO


Nascido em nossa Guarabira a 25 de outubro de 1924, do casamento entre Francisco Gomes da Costa e Severina Toscano Gomes, ou dona Mocinha como era mais conhecida, Cleonaldo Toscano Gomes, figura popular e carinhosamente conhecida por Nadinho Toscano, passou os 83 anos de existência, servindo à terra que lhe serviu de berço e honrando o nome da tradicional e importante família a que pertenceu. 
 
 Funcionário público municipal, nunca teve uma só anotação desonrosa na sua ficha profissional – é só rever os arquivos do Setor de Pessoal da prefeitura municipal de Guarabira – e muito menos uma advertência por falta ao serviço. Era um assíduo funcionário público, ciente das suas responsabilidades e na profissão ou na sociedade, apenas trilhou os caminhos do bem enquanto deixou ao longo da caminhada da sua vida, centenas e centenas de amigos e admiradores, graças ao seu jeito brincalhão e expansivo.


Presidiu o Guarabira Esporte Clube, sua grande paixão além da esposa, dos filhos e netos, de 1978 a 1999, por eleição e outras vezes porque era “intimado” a assumir o cargo por renúncia de outros dirigentes. Durante o seu gigante mandato, sempre esteve assessorado por Negativa, eterno massagista do Azulão do Brejo, como também ficou conhecido o nosso time, e por João Salustiano Bezerra, sapateiro das “mãos de fada” que operava milagres na preparação e conserto das chuteiras dos nossos atletas.


De cabelos brancos e estatura mediana, Nadinho recebeu da prefeita Fátima Paulino, em histórica homenagem no Estádio Municipal Silvio Porto, na tarde de 23 de fevereiro de 2006, uma comenda de reconhecimento pelos seus incansáveis e valorosos serviços prestados ao nosso Guarabira, ou Azulão do Brejo, como era conhecido também na crônica esportiva paraibana.


A 23 de outubro de 2008, no Hospital de Traumas de João Pessoa, o nosso guerreiro Nadinho, vitimado que fora por um acidente vascular cerebral, deixou-nos na saudade e foi se encontrar com Deus e se juntar a tantos conterrâneos e companheiros desportistas.


O seu nome sempre será lembrado, porque OS BONS NÃO MORREM.
 
Matéria do prof. Martinho Alves

(Festa das Debutantes no salão de bailes do Clube Recreativo Guarabirense)

A motivação das festas não tradicionais era por demais sublime e sob títulos românticos como festa das rosas ou festa das debutantes, muito concorridas pelos que formavam a alta sociedade guarabirense ou por seus descendentes, geralmente composta por famílias tradicionais do município ou de outros que aqui residiam: Antonio Bastos, Irênio Figueiredo, Mário Serrano, Anísio Maia, Severino Ribeiro, Dr. Pedro Barbosa, Jacó, Otacílio Martins, José Aguiar, Dr. Paulo Cléto, Assis Leite, Anísio Paixão, Édson Cunha, Leonel Ferraz, Antonio de Freitas, Lucas Porpino, Dr. Abdon Miranda, Clóvis Dias, Delmiro Córdula, José Tavares, Genival Lucena, Dr. Edvar Rocha, Geraldo Espínola, etc. É claro que muitas outras famílias formavam a nossa elite, porém mencionamos essas porque se ligavam mais às festividades de clube fechado, e nem todos eram ricos, mas bem conceituados. Por isso os caracterizamos da “fina flor” guarabirense. (Matéria do Prof. Martinho Alves)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

UEPB GUARABIRA


Na década de 1960, Guarabira cobrava a criação de uma faculdade que atendesse os seus estudantes e aos de municípios vizinhos. A nossa política estava nas mãos de líderes como Sílvio Porto (Secretário do Interior e Justiça), prefeito Pimentel Filho e deputado estadual Osmar de Aquino, todos de expressividade no Estado e com muitos conhecimentos no cenário político brasileiro.

A Lei nº 132/67, de 8 de junho e publicada no DOE de 9 de setembro, criou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Guarabira – FAFIG. A 15 de dezembro desse ano, o Ministério de Educação e Cultura, pelo Decreto nº 81.039, publicado no DOU de 16 de dezembro, reconheceu os Cursos de Licenciaturas de 1º Grau em Letras e Estudos Sociais.

Em 20 de outubro de 1969, o prefeito Gustavo Amorim criou a Fundação Educacional de Guarabira - FEG, a quem cabia administrar a Faculdade, então dirigida pelo padre José Paulino, o seu primeiro diretor. O vestibular ocorreria em 1970, graças à Resolução 02/70, de 20 janeiro, do CEE. Os aprovados ingressavam no Ciclo Básico e a seguir, no Profissional. O seu funcionamento foi determinado a partir de 15 de abril de 1971, pelo Decreto Federal 63.509. Nos anos de 72, 75 e 76, não houve vestibular, por atravessar grande crise.

Em 16 de agosto de 1971, a Fundação escriturou através da Escrevente Wardíria Toscano de Sales (Livro 82, fls. 193 a 195v, sob registro 20.951), um terreno comprado por Cr$ 5.000,00 (cinco mil cruzeiros) a Antonio Cavalcanti de Paula e Maria Mendes Cavalcanti, com área de 23.000 m², estando registrado no Cartório da 1ª Tabeliã Teresinha de Jesus Araújo (Livro 3-BL, do Registro de Imóveis da Comarca, às fls. 89). Assim, o prefeito Roberto Paulino, criou o Campus Universitário (Decreto nº 64/79, de 26 de junho) e construiu o prédio da Faculdade.

Em 7 de abril de 1983, a Resolução nº 20, do CEE, autorizou a implantação dos Cursos de Licenciaturas Plena em História e Geografia, publicada no DOE de 12 de maio. Tiveram início em 10 de julho, extinguindo-se o Curso de Estudos Sociais. O Curso de História, foi reconhecido pela Portaria Ministerial 939/94, de 16 de junho, publicada no DOU dessa data, e o de Geografia, pela Portaria 1.638/94, de 23 de novembro,´publicada em 28 do mesmo mês e ano.

O Curso de Licenciatura Plena em Letras, foi autorizado pelo CEE em 9 de fevereiro de 1984, pela Resolução nº 114, publicada no DOE de 10 de maio. Em 6 de junho foi reconhecido pelo Ministério da Educação (Portaria nº 862/94), e publicada no DOU do dia seguinte.

Em 1987, o deputado estadual Roberto Paulino, elaborou o Projeto de Lei nº 81/87, de 23 de setembro, pedindo a estadualização da Faculdade. Foi transformado na Lei 4.977/87 e sancionada pelo governador Tarcísio Burity, em 26 de novembro, aniver´sario de Guarabira. Eram os primeiros passos paraUniversidade Estadual da Paraíba – UEPB, Campus III.

O corpo docente é formado por doutores, mestres, especialistas e graduados e anualmente oferece cursos de Especialização nas áreas de História, Geografia e Letras.

Em 1994, ganhamos o curso de Ciências Jurídicas e Sociais (Resolução/CONSUNI nº 05/93), com 50 vagas para o primeiro semestre e mais 50 para o segundo. A primeira turma concluiria os estudos em 29 de agosto de 1998, com apenas 13 alunos. Em 2004, o curso passou à inteira responsabilidade do nosso Campus.

Da Paraíba, a Universidade recebe alunos de municípios como Alagoinha, Araçagí, Alagoa Grande, Alagoa Nova, Baía da Traição, Bananeiras, Bayeux, Borborema, Cacimba de Dentro, Caiçara, Campina Grande, Campo de Santana, Capim, Casserengue, Cruz do Espírito Santo, Dona Inês, Cuitegí, Cuité de Mamanguape, Dona Inês, Duas Estradas, Gurinhém, Itabaiana, Itapororoca, Jacaraú, João Pessoa, Juarez Távora, Lagoa de Dentro, Lagoa Seca, Logradouro, Mamanguape, Mari, Mataraca, Mulungu, Pilar, Pilões, Pilõezinhos, Pirpirituba, Remígio, Riachão, Rio Tinto, Santa Rita, Sapé, Serraria, Serra da Raiz, Sertãozinho, Sobrado e Solânea. Do Nordeste brasileiro, recebemos estudantes dos Estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Ao longo da sua existência como diretores: José Paulino Batista (1969/70), Damião Ramos Cavalcante (1970/72), Paulo José de Lima (1972/74), Walter Mendonça da Silva Porto (91974/76), José Hermano Guerra (1976/78), Saulo Henriques de Sá e Benevides (1978/83), José Barbosa da Silva (1983/91), Ebenezer Pernambucano de Limoeiro Silva (1991/93), Aderbaldo Soares de Oliveira (1993), Tânia Porpino Marinho do Nascimento (1993/1995), Severina Madalena de Souza Gomes (1995/2003) e Ebenezer Pernambucano de Limoeiro Silva (2003/2005), cujo mandato foi interrompido no primeiro semestre de 2005, assumindo a direção do Campus, a professora Ana Glória da Silva. Nesse ano foi eleita a professora Joedna Reis de Menezes e reconduzida ao cargo.

Martinho Alves de Andrade


FORRÓ FEST EM GUARABIRA

Com o objetivo de descobrir novos talentos e homenagear os grandes valores da "cultura forrozeira", foi criado em 1987 o Forraço, que a partir de 1991 passou a se chamar Forró Fest em definitivo, e em poucos anos se tornou o maior festival de forró do Brasil.  Além de reunir grande público em cada uma das suas quatro eliminatórias, distribuídas por algumas das cidades paraibanas, o Forró Fest tem recebido, a cada ano, um número maior de inscrições.
Já foram lançados vários CDs com as doze músicas selecionadas em cada edição. A cada festival, a TV Cabo Branco e a TV Paraíba exibem um compacto com o show da final, onde são apresentados os vencedores.
“Guarabira é uma cidade polo e também há a necessidade de tornar o Forró Fest mais itinerante”, explica Paulo Pena. “A cidade também tem muitos artistas, muitos compositores. É um ganho para a cidade e um ganho também para o festival”.
   
Pelo segundo ano o Forró Fest é realizado em Guarabira durante a atual administração da prefeita Fátima Paulino. Ela resgatou o evento, que há 17 anos ficou esquecido do público guarabirense. A festa é uma realização da TV Cabo Branco em parceria com a Prefeitura de Guarabira.
O Turismo Guarabirense se baseia, principalmente, no turismo religioso. O Memorial Frei Damião representa o ponto alto, que propicia à cidade um alto número de fiéis que visitam em todas as épocas, porém, principalmente nas romarias. O memorial conta com um museu sobre o Frade, e, no seu caminho, os visitantes ainda passam pela Via Sacra e pelo Cruzeiro.
Destaque também para a imponente e secular Catedral de Nossa Senhora da Luz, do alto de suas escadarias, mostra-se de uma beleza ímpar sendo considerada o marco zero da cidade de Guarabira.
Há na cidade também o Centro de Documentação e um Museu no centro da cidade, ambos estabelecidos em prédios históricos.

Catedral de Nossa Senhora da Luz.
A Festa da Luz, que ocorre todo mês de Janeiro, traz milhares de pessoas de outras cidades estados, com atrações de renome nacional, com artistas da terra e espaços temáticos, como o Pilõezinhos e o Cuitegí, onde os participantes ficam da tarde até a noite se divertindo e comendo pratos típicos da região.
Também há, na Praça do Novo Milênio, o Monumento do Novo Milênio, que leva vários turistas a apreciar as suas formas modernas.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

BIOGRAFIA


Dilma Vana Roussef nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte - MG.
Em 1964, ingressou no Colégio Estadual Central (atual Escola Estadual Governador Milton Campos), sendo que, nesta escola, o movimento estudantil era ativo, especialmente por conta do recente golpe militar. De acordo com ela, foi nesta escola que ficou "bem subversiva" e que percebeu que o mundo não era para "debutante", iniciando a sua educação política.
Ainda em 1964, ingressou na Política Operária (POLOP), uma organização oriunda do Partido Socialista Brasileiro. Seus militantes logo ficaram divididos quanto à implantação do socialismo: alguns defendiam a luta pela convocação de uma assembleia constituinte, outros preferiam a luta armada. Dilma ficou com o segundo grupo _ a luta armada _ que deu origem ao Comando de Libertação Nacional, o COLINA.
Suas ações no COLINA haviam se resumido a quatro assaltos a bancos, alguns carros roubados e dois atentados a bomba. O COLINA e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se uniram, originando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Em 14 de janeiro de 1969, os militantes forma surpreendidos pelos policiais após um assalto a banco e reagiram, matando dois policiais e ferindo um terceiro.
Dilma passou a dormir cada noite em um local diferente e, como eram perseguidos pela cidade, a organização ordenou que fossem para o Rio de Janeiro.
Conforme divulgado pela revista Veja, Dilma teria sido a organizadora, na época, do roubo de um cofre pertencente ao ex-governador de São Paulo Ademar de Barros (considerado pela guerrilha como símbolo da corrupção) de onde foram subtraídos 2,5 milhões de dólares. A ação foi a mais espetacular e a mais rendosa para o grupo. Em pelo menos 3 ocasiões, Dilma negou ter participado do evento, mas depois mentos e relatórios policiais indicavam que coube a Dilma administrar o dinheiro.
Em 1970, foi levada à Operação Bandeirante (Oban), onde foi torturada. Foi condenada a 6 anos de prisão e, quando havia cumprido 3 anos, o Superior Tribunal Militar reduziu a sua pena para dois anos e um mês. Teve também os seus direitos políticos cassados por 18 anos.
Punida por subversão de acordo com o Decreto-lei 477, foi expulsa da Universidade Federal de Minas Gerais em 1973, o que fez Dilma prestar vestibular em outra universidade, graduando-se em 1977 em Ciências Econômicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sua primeira atividade remunerada após sair da prisão foi de estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE).
A militância política, desta vez dentro da legalidade, foi reiniciada no Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES). Em 1976, Dilma trabalhou na campanha do vereador Glênio Peres, pelo MDB e, embora eleito, Peres foi cassado por denunciar torturas em um discurso. Em 1977, o nome de Dilma foi divulgado no jornal O Estado de São Paulo como um dos 97 subversivos infiltrados na máquina pública. Por isso, foi exonerada da FEE, sendo anistiada mais tarde.


CARREIRA POLÍTICA

1979 - Participou da fundação do PDT (Partido Democrático Trabalhista)
1980 - Assessora da bancada do PDT no Rio Grande do Sul
1985 - Secretária da Fazenda de Porto Alegre
1989 - Diretora Geral da Câmara Municipal de Porto Alegre
1993- Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações (Alceu Collares - PDT)
1998 - Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações (Olívio Dutra - PT)
2001- Filiou-se ao PT
2003- Ministra de Minas e Energia
2005- Ministra Chefe da Casa Civil


Na sua gestão na Secretaria de Minas e Energia do governo Olívio Dutra, a capacidade do setor elétrico aumentou em 46% e sua gestão foi marcada pelo respeito aos contratos da gestão anterior, pelos esforços em evitar um novo apagão e pela implantação de um modelo elétrico menos concentrado nas mãos do Estado.
O programa foi lançado em 2003 com o nome "Luz para todos" para beneficiar as famílias de baixa renda.
Como Ministra Chefe da Casa Civil, foi gerente do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento.

OPINIÕES

Legalização do aborto: “Aborto é uma coisa que nenhuma mulher defende, ninguém fala “eu quero fazer aborto. Não é uma questão de foro íntimo, meu, seu, da igreja, de quem quer que seja. É algo que eu acredito que é política de saúde pública, acho que a legislação brasileira nesse ponto é muito clara”.

Legalização da maconha: “Acho que a gente não pode ser seduzido pelas políticas de descriminalização da droga quando no Brasil a gente vê um caso tão grave como esse, que é o crack. Eu darei extrema prioridade a combatê-lo”.


Relacionamento com o Irã: “A tentativa de construir um caminho em que haja o abandono das armas nucleares e passe para um uso pacífico para energia é bom para o mundo inteiro. Não é bom quando você isola um país, uma pessoa ou movimento social”.

Bolsa Família: “Quando criamos a Bolsa Família, disseram que estávamos dando esmola. Mas quem criticava eram pessoas dando do bom e do melhor e que jogam fora boa parte do que não consomem. Essas pessoas não sabem o tanto que uma mãe pode fazer com R$100,00 num supermercado”.

Aumento dos aposentados: “Tenho clareza de que o presidente Lula é um homem responsável e dará aos aposentados o que for compatível com a receita do país… Diferentemente disso, não seria correto da parte do presidente e ele não o faria.”

Usina de Belo Monte: “Não ache que o projeto correu, esse projeto tem mais de 20 anos. Foi discutido com todas as instancias. Acho que fizemos isso [projeto de Belo Monte] por um motivo muito simples: se o Brasil não produzir energia hídrica, vai produzir energia térmica”.

PLANO DE GOVERNO

Saúde: aumentar os recursos públicos para o setor; melhorar a gestão dos serviços do SUS; propiciar financiamento suficiente e estável para para os hospitais da rede pública e credenciada do SUS.

Educação: promover a inclusão digital com banda larga; aprofundar o processo de expansão das universidades públicas.

Infraestrutura: construção de novas hidrelétricas; ampliação da rede ferroviária, rodoviária, aeroportuária e da navegação costeira; conclusão das obras do Projeto São Francisco.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Prisão de Dima em 1970

 

Uma série de prisões de militantes conseguiu capturar José Olavo Leite Ribeiro, que encontrava-se três vezes por semana com Dilma. Conforme o relato de Ribeiro, após um dia de tortura, revelou o lugar onde se encontraria com outro militante, em um bar na Rua Augusta. Em 16 de janeiro de 1970, obrigado a ir ao local acompanhado de policiais disfarçados, seu colega também foi capturado e, quando já se preparavam para deixar o local, Dilma, que não estava sendo esperada, chegou. Percebendo que algo estava errado, Dilma tentou sair do local sem ser notada. Desconfiados, os policiais a abordaram e encontraram-na armada. "Se não fosse a arma, é possível que conseguisse escapar", ressalta Ribeiro.
Foto da ficha de Dilma Rousseff no DOPS de São Paulo, tirada em janeiro de 1970.
Foi levada para a Operação Bandeirante (Oban), no mesmo local onde cincPortal do presídio Tiradentes, onde Dilma cumpriu sua pena. Ao ser demolido, preservou-se o portal, que foi tombado "pelo valor simbólico que representa na luta contra o arbítrio e a violência institucionalizadas em nosso país em passado recente".[32]o anos depois Vladimir Herzog perderia a vida. Teria sido torturada por vinte e dois dias[29] com palmatória, socos, pau-de-arara, choques elétricos. Conforme Maria Luísa Belloque, uma companheira de cela, "A Dilma levou choque até com fiação de carro., pau-de-arara e choque pra todo lado". No meio militar, há quem veja o relato de Dilma com ironia e descrédito, especialmente quanto à possibilidade de alguém sobreviver a vinte e dois dias de tortura.[30] Posteriormente, Dilma denunciou as torturas em processos judiciais, inclusive dando nome de militares que participaram dos atos, como o capitão do Exército Benoni de Arruda Albernaz, referido por diversas outras pessoas. Ainda que tenha revelado o nome de alguns militantes, conseguiu preservar Carlos Araújo (que só viria a ser preso vários meses depois) e sua ajudante no recolhimento das armas, Maria Celeste Martins.[13] Seu nome estava numa lista, encontrada na casa de Carlos Lamarca, com presos a que se daria prioridade para serem trocados por sequestrados, mas nunca foi trocada e cumpriu a pena regularmente.[31]
 

A família Rousseff. Da esquerda para a direita, o filho mais velho, Igor, a mãe, Dilma Jane Silva, as filhas Dilma Vana e Zana Lúcia, e o pai Pedro (Pétar) Rousseff

Dilma é filha do advogado e empreendedor búlgaro naturalizado brasileiro Pedro Rousseff (em búlgaro Петър Русев, Pétar Russév) e da dona-de-casa Dilma Jane Silva. Seu pai, parente distante do escritor Ran Bosilek, manteve estreita amizade com a poetisa búlgara Elisaveta Bagriana, foi filiado ao Partido Comunista da Bulgária  e frequentava os círculos literários nos anos 1920. Chegou ao Brasil no fim da década de 1930, já viúvo (tendo deixado um filho em sua terra natal, Luben, morto em 2007), mas se mudou para Buenos Aires e anos depois retornou ao Brasil, fixando-se em São Paulo, onde prosperou. Em uma viagem a Uberaba conheceu Dilma Jane Silva, moça fluminense de Nova Friburgo, professora de vinte anos, criada no interior de Minas Gerais, onde seus pais eram pecuaristas. Casaram-se e fixaram residência em Belo Horizonte, onde tiveram três filhos: Igor, Dilma Vana e Zana Lúcia (morta em 1976).
Pedro Roussef trabalhou para a siderúrgica Mannesmann, além de construir e vender imóveis. Vencida a resistência inicial da sociedade local contra os estrangeiros, passaram a frequentar os clubes e as escolas mais tradicionais. Incentivada pelo pai, Dilma adquiriu cedo o gosto pela leitura. Falecido em 1962,
 Pedro Roussef deixou de herança por volta de 15 imóveis de valor.
De 1952 a 1954, cursou a pré-escola no colégio Isabela Hendrix e a partir de 1955 iniciou o ensino fundamental no Colégio Nossa Senhora de Sion, em Belo Horizonte. Em 1964, prestou concurso e ingressou no Colégio Estadual Central (atual Escola Estadual Governador Milton Campos), ingressando na primeira série do curso clássico (ensino médio). Nessa escola pública o movimento estudantil era ativo, especialmente por conta do recente golpe militar.  De acordo com ela, foi nesta escola que ficou "bem subversiva" e que percebeu que o mundo não era para "debutante", iniciando sua educação política. Ainda em 1964,   ingressou na Política Operária (POLOP), uma organização fundada em 1961, oriunda do Partido Socialista Brasileiro, onde militou ao lado de José Aníbal. Seus militantes logo viram-se divididos em relação ao método a ser utilizado para a implantação do socialismo: enquanto alguns defendiam a luta pela convocação de uma assembleia constituinte, outros preferiam a luta armada. Dilma ficou com o segundo grupo, que deu origem ao Comando de Libertação Nacional (COLINA). Para Apolo Heringer, que foi dirigente do COLINA em 1968 e havia sido professor de Dilma na escola secundária, a jovem escolheu a luta armada depois que leu Revolução na Revolução, de Régis Debray, um francês que havia se mudado para Cuba e ficado amigo de Fidel Castro. Segundo Heringer, "O livro incendiou todo mundo, inclusive a Dilma."
Foi nessa época que conheceu Cláudio Galeno Linhares, cinco anos mais velho, que também defendia a luta armada. Galeno ingressara na POLOP em 1962, havia servido no Exército, participara da sublevação dos marinheiros por ocasião do golpe militar e fora preso na Ilha das Cobras. Casaram-se em 1967, apenas no civil, depois de um ano de namoro.

Atuação no COLINA

Segundo companheiros de militância, Dilma teria desenvoltura e grande capacidade de liderança, conseguindo impor-se perante homens acostumados a mandar. Não teria participado diretamente das ações armadas, pois era conhecida por sua atuação pública, tendo contatos com sindicatos, dando aulas de marxismo e responsabilizando-se pelo jornal O Piquete. Apesar disso, aprendeu a lidar com armamentos e a enfrentar a polícia.
No início de 1969, o COLINA em Minas Gerais resumia-se a algumas dezenas de militantes, com pouco dinheiro e poucas armas. Suas ações haviam se resumido a quatro assaltos a bancos, alguns carros roubados e dois atentados a bomba, que não deixaram vítimas. Em 14 de janeiro, contudo, com a prisão de alguns militantes após um assalto a banco, outros reuniram-se para discutir como libertá-los. Ao amanhecer, foram surpreendidos com a ação da polícia na casa onde estavam e reagiram, usando uma metralhadora do grupo para matar dois policiais e ferir um terceiro.
Dilma e Galeno passaram a dormir cada noite em um local diferente, uma vez que o apartamento em que moravam era frequentado por um dos líderes da organização que fora preso. Tiveram que voltar ao apartamento escondidos para destruir documentos da organização. Ficaram ainda algumas semanas em Belo Horizonte, tentando reorganizar o que sobrara do grupo. Cientes que as casas de seus pais eram vigiadas (a família não conhecia o grau de envolvimento de Dilma com essas atividades), Galeno ainda teve que passar por uma mudança física, quando um retrato falado seu foi divulgado como sendo um dos participantes do assalto ao banco (o que ele nega). Em março, o apartamento foi invadido, mas nenhum documento interno da organização foi encontrado. Perseguidos na cidade, a organização ordenou que fossem para o Rio de Janeiro. Dilma tinha 21 anos e concluíra o segundo ano de Economia.